
Há algumas semanas atrás a Rede Globo veiculou reportagens no Jornal Nacional falando sobre a Ação Social das igrejas evangélicas. Qual não foi a surpresa dos evangélicos ao passar de “perseguidos” a elogiados pela toda poderosa das telecomunicações. Será que a emissora da família Marinho tinha recebido uma revelação divina para tratar os “crentes” de maneira mais amistosa? Será que alguém lá de dentro, com força na estrutura, tinha passado por uma conversão ao cristianismo evangélico e impunha uma nova linha editorial com relação ao segmento? Nenhuma dessas alternativas está correta. Tudo, parece, não passou de uma estratégia comercial. As reportagens visavam ganhar a simpatia de parte do segmento evangélico para evitar uma reação hostil deste mesmo segmento quando perpetrasse o golpe contra a emissora de Edir Macedo. Não dá mais para subestimar o potencial consumidor dos evangélicos brasileiros.
E o que dizer das motivações e ações da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) nesse cenário? Vou responder à pergunta com outras perguntas: o que dizer de uma emissora de TV que cobra quatro vezes mais por hora de programação do que a concorrente, no horário da madrugada, com uma audiência pífia? Quem seria louco de comprar um horário desse, numa emissora dessa, podendo gastar quatro vezes menos, para ter uma audiência várias vezes maior? Resposta: A IURD. Pois é; a igreja de Edir Macedo encontrara uma forma de transferir dinheiro da igreja para a emissora de TV que está em seu nome. Noutras palavras: Essa foi a forma encontrada por Macedo para embolsar o dinheiro dos fiéis.
A safadeza dos espertalhões não encontra limites. Se a IURD arranca dinheiro das pessoas com promessas de Paraíso na terra e capacitando seus obreiros para o golpe; a família Marinho paga suas dividas com o Leão aplicando o golpe do “Criança Esperança”.
De resto basta lembrar que essa gente que professa uma fé que os difere mais do que os assemelha e que recebe o nome genérico de evangélico, agora está sendo visto; está sendo notado. Não como um povo que, apesar das ambigüidades, quer ser respeitado pelo que é e pela fé que professa. Mas como um nicho de mercado. Parabéns!!! você que é evangélico, é agora um CONSUMIDOR.
Aperte o cinto; as disputas pela sua grana, só estão começando.
AFA Neto









