
Minha surpresa não se deveu à mudança de posição de Fukuyama; já tinha essa informação há alguns meses por outras fontes não visitadas pelos leitores da VEJA. O que me surpreendeu foi o fato da revista ter publicado a entrevista. Mas não achem que a revista mudou juntamente com o professor nipo-estadunidense. Como de costume, ela pinça declarações do entrevistado do seu contexto e monta manchetes que refletem o pensamento editorial da Abril. Então, vai aqui minha sugestão (e que Deus me perdoe pelo pecado): Vale a pena ler a entrevista das páginas amarelas desta semana.
Ah... pra não dizer que sou chato, gostei também da matéria de capa com o título: "Página Infeliz da Nossa História". Por mais que goste de alguns dos artistas que aderiram ao Procure Saber, por princípio, não posso concordar com a atitude deles. A palavra não pode ser outra senão CENSURA.
Afa Neto