
Quanto tempo vc acha que ainda tem de vida? 5, 10, 20, 30, 40 anos? Prefere não arriscar? Seja lá quanto tempo de vida ainda te reste, vc espera viver ainda um bom tempo. E tem tanta coisa que vc precisa fazer: trabalhar, estudar, se divertir, ler um bom livro, ir ao cinema e trabalhar novamente. Vc tem tanta coisa que precisa conquistar: a graduação (ou a pós), um bom emprego, a casa própria, aquela viagem à Europa, o carro zero, jantar naquele restaurante. E para tudo isso, precisa ganhar dinheiro; mas como dinheiro não dá em árvore (pelo menos não para o cidadão comum) e nem cai do Céu (a menos que vc seja Universal, Internacional, Mundial, ou simplesmente, filho do Rei), o que lhe resta fazer é trabalhar. Trabalhar, trabalhar e trabalhar, para, quem sabe, poder ter e fazer as coisas que vc planejou. Mas o dia só tem 24 horas (pelo menos aqui no planeta Terra); então não tá sobrando tempo pra nada. E nessa loucura da falta de tempo temos que priorizar aquela coisa que não pode ser adiada: o ganha pão. A esperança é que algum dia sobre tempo para as outras coisas. Esse dia, desculpe, não vai chegar.
O texto que encima essas palavras se referem a Jesus no início do seu ministério. Um homem de uns 30 anos de idade, com um mundo para salvar, discípulos para treinar, adversários para superar, marginalizados para restaurar a dignidade, doentes para curar, desesperados para fazer sonhar, fundamentalistas para escandalizar e um sistema diabólico e opressivo para desmantelar. Tudo isso percorrendo cidades, aldeias e vilas num mundo onde o meio de transporte mais veloz era o de tração animal (que aliás ele não usou para essa finalidade). Então vamos lá: presumo que para isso ele precisaria de uns 200 ou 300 anos num ritmo de trabalho semelhante ao nosso e sem se deixar distrair pela paisagem e nem perder tempo com momentos vazios de transcendência. Correto? ERRADO.
O homem em questão só dispunha de 3 anos para isso. E o que é curioso: sabia disso com muita clareza. Mas como poderia ter êxito diante de um desafio tão grande, com tão poucos recursos e um tempo exíguo como tinha? A resposta está no gesto que o texto em questão revela: providenciava tempo para ORAR. Tinha todas as desculpas disponíveis para empurrar a oração para a lista das atividades que poderiam esperar um momento mais oportuno, mas não o fez. Pelo contrário, colocou a oração no topo da lista das prioridades da sua vida.
Fiquemos por aqui: é engano meu ou é muita presunção nossa achar que podemos tocar a vida sem priorizar a oração?
Afa Neto
pretty nice blog, following :)
Thank Skyline Spirit.