
Alguns exemplos recentes do fenômeno: Quando a série de livros do Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins "Deixados para Trás" chegou às livrarias e, mais tarde, quando ganhou as telas do cinema, mesmo advertindo sobre o caráter ficcional da trama, as pessoas passaram a modelar sua escatologia em função do que assistiram e não do que o texto bíblico falava. Até reformado (que via de regra não crê em arrebatamento) virou fã de carteirinha do Darby (pelo menos na prática). Hoje é curioso: numa igreja presbiteriana só o ministro (alguns, como eu, é claro) não acredita no conceito, mas todos os fiéis aguardam o tal arrebatamento.
O mesmo podemos falar sobre o celebrado livro do Frank Peretti "Este Mundo Tenebroso" (este eu li). De repente o mundo paralelo dos seres espirituais invadiu nosso cotidiano e passamos a enxergar "alem do alcance". Foi estabelecido um roteiro para as ações dos seres espirituais, uma hierarquia bem definida com patentes e postos nomeados meticulosamente. Alguns eram capazes de sentir o sufocante odor dos gases sulfurosos que emanam das narinas do capeta. A Bíblia? É um detalhe. A imaginação do Peretti é mais emocionante!!!
Pois bem, com a novela do Edir o fenômeno voltou a acontecer. A narrativa do livro do Êxodo foi relida pela trama, quando se esperava que o contrário acontecesse. Nada contra as adaptações de narrativas bíblicas; até gosto (desde que bem feitas e com inteligência). Gostei, por exemplo, de "A Última Tentação de Cristo" dirigido pelo Martim Scorcese e do musical "Jesus Cristo Superstar" (apenas para citar 2). O problema surge quando não conseguimos fazer a distinção entre a ficção e a realidade.
Por via das dúvidas vou tentar fazer um intensivão para poder responder às dúvidas das ovelhas sobre o destino de Nefertari, sua relação afetiva com Moisés e seu dilema familiar.
Alguém, por favor, me arrume uma Bíblia da que o autor da novela usou, porque as que eu tenho são pobrezinhas em detalhes sobre o acontecido.
Afa Neto
Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, e verifiquei que eu estava a seguir sem foto, por motivo de uma acção do google, tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço.
António Jesus Batalha.