
Viajava de Jequié (Ba) para Salvador a bordo de um ônibus descrito pela empresa somo semi-leito. Menos de 50Km depois da partida veio a primeira “surpresa”: o ar condicionado do veículo parou de funcionar. Depois de algumas tentativas do motorista e de seguidos telefonemas entre ele e o pessoal da manutenção (via celular), chegou-se à conclusão de que o melhor seria esperar o próximo ônibus que chegaria em meia hora. Uma parte dos passageiros optou por seguir naquele mesmo carro e, tentando suportar o calor, chegar mais rápido ao destino. Eu e mais quatro acomodados ao “luxo” de poder viajar com ar condicionado nos pusemos a esperar o próximo carro que só chegaria uma hora depois.
Quando a viagem reiniciou fomos informados de que havia um problema na pista e, talvez, fosse preciso fazer um percurso diferente que atrasaria a viagem em cerca de uma hora e meia. O nosso motorista não optou pelo desvio e seguiu na rota convencional para alegria de todos nós. A felicidade não demorou a se transformar em decepção, depois em angústia, seguida de indignação, chegando à desolação e, finalmente, em inveja dos companheiros que tinham seguido no “forno” ambulante.
Se um atraso de uma hora e meia seguindo num roteiro diferente do previsto já não é agradável, imagine um atraso de três horas parado numa estrada, noite adentro, com um ar condicionado louco que transformava aquele veículo num pólo sul, sem possibilidade de ler ou assistir algo interessante! Pode parecer fixação, mas a cada dia tenho sido confrontado com a realidade que já mencionei em um texto anterior: “o que é ruim ainda pode ser piorado”.
A chegada prevista para as vinte horas só se deu à meia-noite. Peguei um taxi e grudei os olhos no taxímetro pronto para ordenar a parada assim que ele apontasse a quantia de R$ 20,00 (essa era a grana que tinha na carteira). A corrida deu R$21,60 e pude contar com a generosidade do taxista que fazia sua última corrida do dia e estava louco para chegar em casa, ser recebido pela mulher e fazer aquilo que, em suas palavras, “melhor eu sei fazer”.
Antes de adormecer fiquei pensando: “o que mais falta para ser piorado”?
A atuação de alguns políticos, certamente, entra nessa lista. O descaramento do serviço prestado ao cidadão, tanto pela iniciativa pública quanto pela iniciativa privada, também. A canalhice de líderes religiosos e gurus nunca pode ser descartada.
Pois é; depois de uma semana longe do blog, tô de volta. Próximo texto quero falar sobre disputas religiosas e estratégias de mercado das emissoras de TV no Brasil.
AFA Neto
Quando a viagem reiniciou fomos informados de que havia um problema na pista e, talvez, fosse preciso fazer um percurso diferente que atrasaria a viagem em cerca de uma hora e meia. O nosso motorista não optou pelo desvio e seguiu na rota convencional para alegria de todos nós. A felicidade não demorou a se transformar em decepção, depois em angústia, seguida de indignação, chegando à desolação e, finalmente, em inveja dos companheiros que tinham seguido no “forno” ambulante.
Se um atraso de uma hora e meia seguindo num roteiro diferente do previsto já não é agradável, imagine um atraso de três horas parado numa estrada, noite adentro, com um ar condicionado louco que transformava aquele veículo num pólo sul, sem possibilidade de ler ou assistir algo interessante! Pode parecer fixação, mas a cada dia tenho sido confrontado com a realidade que já mencionei em um texto anterior: “o que é ruim ainda pode ser piorado”.
A chegada prevista para as vinte horas só se deu à meia-noite. Peguei um taxi e grudei os olhos no taxímetro pronto para ordenar a parada assim que ele apontasse a quantia de R$ 20,00 (essa era a grana que tinha na carteira). A corrida deu R$21,60 e pude contar com a generosidade do taxista que fazia sua última corrida do dia e estava louco para chegar em casa, ser recebido pela mulher e fazer aquilo que, em suas palavras, “melhor eu sei fazer”.
Antes de adormecer fiquei pensando: “o que mais falta para ser piorado”?
A atuação de alguns políticos, certamente, entra nessa lista. O descaramento do serviço prestado ao cidadão, tanto pela iniciativa pública quanto pela iniciativa privada, também. A canalhice de líderes religiosos e gurus nunca pode ser descartada.
Pois é; depois de uma semana longe do blog, tô de volta. Próximo texto quero falar sobre disputas religiosas e estratégias de mercado das emissoras de TV no Brasil.
AFA Neto
E Falando em "o que é ruim ainda pode ser piorado", já viu a tentativa do governo de criar um novo imposto? Dizem eles que é pra investir na saúde... Vc crê???
Ah! desisto!!!