
A igreja no Brasil não precisa de uma reforma, quem precisa de uma reforma é a igreja da França. Isso mesmo que você leu, a igreja francesa está em crise ética, moral, funcional e institucional. Na França líderes religiosos e denominações inteiras se vendem em troca de uma concessão público para terem um canal de TV ou uma emissora de Rádio. Em Paris, pastores, bispos, apóstolos e outros líderes fazem campanha em troca de cargos públicos com alta salários para seus filhos, parente e até fiés. Em Lyon os pastores, bispos, apóstolos e lideres diversos, fazem lobe com a liderança interna de suas denominações, oferendo benefícios, auxílios e outros mimos, para poderem se perpetuar no poder em suas denominações, concílios e convenções. Marseille é a cidade onde os líderes religiosos mais fazem negociata de bastidores. Para se manterem em sua paróquias e igrejas, eles fazem todo tipo de acordo. Fecham acertos prévios com presbíteros e diáconos e vão para suas reuniões com tudo decidido previamente, e ainda oram antes das reuniões para que Deus faça a vontade dele. Mesma que tudo já esteja decidido. Para se manterem empregados, recebendo salário, auxílio moradia, auxílio combustível, fgtm, inss, previdência e previdência privada, alguns líderes se rendem e se vendem a famílias e aqueles que mais contribuem financeiramente pra o crescimento do “reino”. Toulouse é a cidade onde mais acontece uma forma nova de nepotismo, o Religioso. Lá os filhos, sobrinhos, netos e outros parentes dos Presidentes e Chefes maiores das denominações, ganham empregos, bolsas de estudos em escolas e universidades espalhadas pela Europa. Também recebem auxílio, tipo bolsa escola. Sem contar que alguns filhos desses notáveis da religião são beneficiados, a exemplo do que aconteceu com o filho do ex - presidente do Brasil, o Lula. Que do nada construiu um império. As vezes penso e fico indignado com o que acontece em Saint-Étienne, lá os lideres das igrejas e denominações disputam um espaço de poder, entre ele não há ética, senão a da conveniência e dos interesses pessoais. Eles concorrem uns com os outro até em suas próprias denominações e a relação entre as denominações é semelhante ao mercado financeiro, cada uma que queria ser melhor, mais atual, mais bíblica e teologicamente mais correta que as outras, tornando Deus refém da megalomania de cada denominação.
Sinto um alívio porque isso não acontece aqui. Aqui a religião a igreja, as denominações não precisam passar por uma reforma, não precisam ser alvos de manifestações, aqui é tudo muito transparente, legítimo e de tamanha lisura. Por isso, vamos reformar o Brasil, a igreja será um grande instrumento nesse processo, será protagonista, porque sobre ela não será atirada a primeira pedra.
Rev. Iranildo Ferreira de Araújo
Rev. Iranildo Ferreira de Araújo
Parabéns rev. Iranildo F. Araújo, é um prazer ler as palavras de um amigo, onde posso ver a harmonia entre o homem e o seu discurso, sempre sóbrio porém com muita paixão no exercício de sua vocação.