
Sou eu; só eu, mais ninguém.
De fora, nenhuma presença.
Não há vozes além das que gritam em mim;
Não há cheiros de outros perfumes;
Sequer um vulto se insinua...
Minha prece é bumerangue;
Retorna mais cortante do que a lancei.
Minha queixa é azedume;
Descumpre ordens que lhe determinei.
De fora, nenhuma presença.
Não há vozes além das que gritam em mim;
Não há cheiros de outros perfumes;
Sequer um vulto se insinua...
Minha prece é bumerangue;
Retorna mais cortante do que a lancei.
Minha queixa é azedume;
Descumpre ordens que lhe determinei.
Sou eu; só eu, mais ninguém.
Por perto só as ausências.
Ninguém pra me reconhecer,
Nenhum refúgio para esconder;
Comigo o esmorecer...
Alma encarcerada sem indulto previsto.
Minhas alegrias, guardo-as em momentos fortuitos.
Poupo a felicidade que preciso;
Por ora me alimento de esperança.
(Poesia inspirada no Salmo 142)
AFA Neto
Gostaria que o João Marcos a musicasse...