
Não tinha pensado em publicar nada hoje. Estou aqui no trabalho, num entra e sai daqueles, tentando achar tempo e condições para, pelo menos, registrar minha alegria pelo que li. Depois de alguns dias sem abrir minha página no Orkut, deparei-me com um recado do João Marcos (cabeleira). Para quem não conhece João, talvez não entenda a minha satisfação e tenho certeza que a vida dessa pessoa fica um pouco menos poética. O “preto” (como nos tratamos) me enche de inveja.
Seu nomadismo é vivido intensamente e sem recalques. É a encarnação da máxima tribalista “Não sou de ninguém. Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. É cidadão do mundo e o mundo é melhor por causa dele. Pelo menos o mundo daqueles que o conhecem. É isso mesmo; se você acha que essa perspectiva é pequena, eu lamento profundamente. Estou cansado desse papo de grandeza e universalidade que impera hoje em dia. Essa conversa de “grande aldeia global”, “mundo sem fronteiras”, “desterritorialização” e outras com a intenção de cultivar esse sonho megalomaníaco da humanidade, tá me enchendo. O mundo significativo é na verdade o mundo daqueles que nos são tangíveis. Esse é o mundo que vale a pena transformar. O rapaz lá de Ponte Nova faz esse mundo melhor.
A musicalidade de João lembra-me, todo o tempo, que quase nunca o talento e a qualidade são recompensados. Isso apazigua minha alma diante dos fartos exemplos de mediocridade celebrada que vemos todos os dias aqui e alhures. Passei minha vida toda ouvindo que um dia as coisas “aconteceriam” pois se tenta fazer algo “acima da média”. Não “aconteceu” e é muito pouco provável que “aconteça”. Hoje acredito que foi melhor assim. Foi o menino da Chapada Diamantina que me ensinou a continuar sempre melhorando para agradar a mim mesmo e a algumas pessoas que valem à pena.
Preciso parar por aqui senão serei chamado à atenção. Agora me dei conta de que não coloquei o texto do recado que recebi do João. Então vai lá:
Seu nomadismo é vivido intensamente e sem recalques. É a encarnação da máxima tribalista “Não sou de ninguém. Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. É cidadão do mundo e o mundo é melhor por causa dele. Pelo menos o mundo daqueles que o conhecem. É isso mesmo; se você acha que essa perspectiva é pequena, eu lamento profundamente. Estou cansado desse papo de grandeza e universalidade que impera hoje em dia. Essa conversa de “grande aldeia global”, “mundo sem fronteiras”, “desterritorialização” e outras com a intenção de cultivar esse sonho megalomaníaco da humanidade, tá me enchendo. O mundo significativo é na verdade o mundo daqueles que nos são tangíveis. Esse é o mundo que vale a pena transformar. O rapaz lá de Ponte Nova faz esse mundo melhor.
A musicalidade de João lembra-me, todo o tempo, que quase nunca o talento e a qualidade são recompensados. Isso apazigua minha alma diante dos fartos exemplos de mediocridade celebrada que vemos todos os dias aqui e alhures. Passei minha vida toda ouvindo que um dia as coisas “aconteceriam” pois se tenta fazer algo “acima da média”. Não “aconteceu” e é muito pouco provável que “aconteça”. Hoje acredito que foi melhor assim. Foi o menino da Chapada Diamantina que me ensinou a continuar sempre melhorando para agradar a mim mesmo e a algumas pessoas que valem à pena.
Preciso parar por aqui senão serei chamado à atenção. Agora me dei conta de que não coloquei o texto do recado que recebi do João. Então vai lá:
Nêgo vou te falar uma coisa do fundo do coração... seu blog é um TESÃO... Pô
meu irmão, eu bebi aquilo tudo...Um xêro...
Obrigado João. Xêro pra vc tb.
AFA Neto