
(Livro de Provérbios)
O escritor sagrado que parecia ser um ótimo observador vive uma experiência perturbadora: A excitação diante do belo e o desamparo diante do desconhecido. A beleza do amor e as incertezas dos seus desdobramentos. A onipotência da paixão e a fraqueza absoluta diante dos seus rumos.
A beleza singular do vôo da águia, a sinuosidade certeira dos movimentos da cobra nas rochas, a imponência graciosa de uma grande embarcação singrando os mares. Nenhuma deixa rastros. Mas, são possíveis de serem conhecidas.
Mas, quando lidamos com a história de um homem e de uma mulher, somos abandonados à incerteza. Como entender as coisas do coração humano?
* Como entender que algo que surgiu com força arrebatadora para estar juntos poderá desembocar numa vontade de repulsa igualmente arrebatadora?
* Como entender que cuidado e esmero devotados, um dia poderão se transformar em desleixo?
* Como entender que a cumplicidade de agora poderá se transformar em individualismo solitário?
* Como entender que corpos ardentemente excitados possam deixar a tensão roubar todo o tesão?
Não tenho respostas para esses questionamentos, nem tampouco tenho receitas prontas e infalíveis para esses problemas mas, posso me arriscar a dar um palpite:
Quem chega até o altar, chega imbuído dos mesmos sentimentos de todos: conquistar muitas coisas juntos. Pois eu lhe digo: Esqueça as conquistas; tudo que alguém precisa é lutar desesperadamente para preservar, para não perder aquilo que já tem hoje. Tudo que um casal precisa para tornar a relação mais feliz do que as que vemos por aí, já está em sua posse quando chega diante do sacerdote.
AFA Neto
É verdade a proposição de que a busca sem critério por novas coisas nos leva a esquecer a importância de reconquistar, reinvetar o que já supomos ter; e talves esta idéia de posse nos transforme em seres em busca de conquistas sem sentido. Me lembrei da sua homilia no meu casamento e hoje sei que como um louco sem rumo me atirei a conquistar o que nem sabia o inconquistável, acumulei fracassos. Já dizem os mais sábios que o difícil da vida não é alcançar as conquistas e sim saber manter o que se conquistou.
Nada mais sublime do que a conquista do que pessamos ter conquistado. Relação a dois é a permanência continua de uma nova conquista a cada dia. É enfrentar as grandes barreiras e os desgrados da monotonia e transformar o chato no agradável é saborear os momentos a dois como atores principais do espetáculo chamado casamento. Nesta relação não podemos e nunca devemos ser coadjuvantes.
Portanto a felicidade deste espetáculo é quando o mesmo tem a direção do grande criador.
Alba Victor
Hei Afa que bom que esta de volta ! amei a Palavra no Casorio o meu olhar se voltou para a parte boa da vida a dois do aconhego da costela nas noites frias e solitarias,amizade,a construção diaria do relacionamento ,da covivência familias ,ter alguém para dividir a carga...Me dei conta e começo a refletir em fim ...quem sabe um dia desses eu e Cesar resolvemos e nos casaremos
novamente!...rrsrs
Muito bom te encontarr por aqui
Afagos da Fã