
Aquilo que nos parece simples e, por vezes, banal, constitui-se num fenômeno tão complicado da natureza que foge à compreensão comum. O nascimento é fruto de um complicado processo de seleção natural em dimensões microscópicas. Para se ter uma pálida idéia basta pensar na fecundação. Pelo lado masculino, cada ejaculação lança cerca de 400 milhões de espermatozóides na vagina. A partir daí se dá a procura pelo óvulo. A maioria dos espermatozóides fracassa na tentativa de passar pela cérvix. Os que conseguem passar vão para as tubas uterinas ao encontro do óvulo que, se liberado, receberá um verdadeiro bombardeio de espermatozóides para permitir o ingresso de apenas um.
Pelo lado feminino, este milagre não acontece a qualquer hora. Para que as condições estejam propicias para a fecundação, é necessário que aconteça a ovulação: fenômeno ocorrido uma única vez por mês e em apenas um dia.
Depois de tudo isso, inicia-se um longo e complexo processo de reprodução celular para, nove meses depois, se dá o nascimento.
A citação transformada em titulo destas linhas foi extraída do livro bíblico do Eclesiastes. Este é um livro que muitas vezes espanta pelo realismo cru com que descreve a existência. O escritor certamente ignorava o processo microbiológico conforme descrito acima, mas, era capaz de saber que nascer é um fenômeno raro e esporádico. Nesta bela seqüência que descreve a dinâmica do existir, ele lembra-nos do fenômeno do nascimento. Pegando o gancho do sábio, lembramos que a confusão entre existência e vida é um grande e terrível erro. Nem tudo que existe, vive. O nascimento não nos introduz necessariamente na dimensão da vida, mas na dimensão da existência. Vida é algo que precisa ser construído a expensas de desafios constantes. E todos são desafiados a transpor os limites da existência pura e simples e migrar para a beleza desafiadora da vida.
Cinco são os desafios que proponho para operarmos esta mudança?
O DESAFIO DA GRATIDÃO. Por mais natural e corriqueiro que pareça, nascer é um verdadeiro milagre. Se considerarmos, alem do processo descrito acima, toda a maldade autodestrutiva existente e criada pelo ser humano, o fato de estarmos vivos é motivo de muita gratidão. Sem gratidão não conseguimos passar do nível da existência.
O DESAFIO DA SANTIDADE. A palavra santidade aqui tem sentido amplo e inspirado na sua acepção original de separado. Em épocas de massificação, o grande desafio é ser diferente. Resistir ao programa massificador da nossa sociedade nos resgata da reificação, presenteando-nos com a vida. Por isso o salmista pedia a Deus para conduzi-lo pelo caminho certo.
O DESAFIO DA LUTA. Quando digo luta quero me referir à luta por uma causa que nos tome por inteiro. A falta de uma causa justa pela qual valha a pena lutar, parece ser a tônica da nossa sociedade. O chamado fim das ideologias tem criado uma geração de desiludidos e desestimulados.
O DESAFIO DA FELICIDADE. Vivemos a época onde nos damos por satisfeitos por existir ou sobreviver. Isto como incentivo à gratidão é bom, mas, como ambição é a destruição completa do ideal de Jesus. Quem se contenta com apenas sobreviver nunca transpôs os limites da existência em direção à vida. O filho de Deus falava de vida abundante.
O DESAFIO DA ESPERANÇA. Por mais que falemos de eternidade, vivemos como se tudo encontrasse o seu fim no túmulo. Somos o fruto perfeito das teorias materialistas dos séculos anteriores. O que era discurso para eles é realidade para nós. O desafio, portanto, é resgatar não só a pregação, mas a crença na vida eterna; pois se a nossa esperança se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Quem acha que tudo se acaba no túmulo ainda não conseguiu passar da existência pura e simples em direção à vida.
Pelo lado feminino, este milagre não acontece a qualquer hora. Para que as condições estejam propicias para a fecundação, é necessário que aconteça a ovulação: fenômeno ocorrido uma única vez por mês e em apenas um dia.
Depois de tudo isso, inicia-se um longo e complexo processo de reprodução celular para, nove meses depois, se dá o nascimento.
A citação transformada em titulo destas linhas foi extraída do livro bíblico do Eclesiastes. Este é um livro que muitas vezes espanta pelo realismo cru com que descreve a existência. O escritor certamente ignorava o processo microbiológico conforme descrito acima, mas, era capaz de saber que nascer é um fenômeno raro e esporádico. Nesta bela seqüência que descreve a dinâmica do existir, ele lembra-nos do fenômeno do nascimento. Pegando o gancho do sábio, lembramos que a confusão entre existência e vida é um grande e terrível erro. Nem tudo que existe, vive. O nascimento não nos introduz necessariamente na dimensão da vida, mas na dimensão da existência. Vida é algo que precisa ser construído a expensas de desafios constantes. E todos são desafiados a transpor os limites da existência pura e simples e migrar para a beleza desafiadora da vida.
Cinco são os desafios que proponho para operarmos esta mudança?
O DESAFIO DA GRATIDÃO. Por mais natural e corriqueiro que pareça, nascer é um verdadeiro milagre. Se considerarmos, alem do processo descrito acima, toda a maldade autodestrutiva existente e criada pelo ser humano, o fato de estarmos vivos é motivo de muita gratidão. Sem gratidão não conseguimos passar do nível da existência.
O DESAFIO DA SANTIDADE. A palavra santidade aqui tem sentido amplo e inspirado na sua acepção original de separado. Em épocas de massificação, o grande desafio é ser diferente. Resistir ao programa massificador da nossa sociedade nos resgata da reificação, presenteando-nos com a vida. Por isso o salmista pedia a Deus para conduzi-lo pelo caminho certo.
O DESAFIO DA LUTA. Quando digo luta quero me referir à luta por uma causa que nos tome por inteiro. A falta de uma causa justa pela qual valha a pena lutar, parece ser a tônica da nossa sociedade. O chamado fim das ideologias tem criado uma geração de desiludidos e desestimulados.
O DESAFIO DA FELICIDADE. Vivemos a época onde nos damos por satisfeitos por existir ou sobreviver. Isto como incentivo à gratidão é bom, mas, como ambição é a destruição completa do ideal de Jesus. Quem se contenta com apenas sobreviver nunca transpôs os limites da existência em direção à vida. O filho de Deus falava de vida abundante.
O DESAFIO DA ESPERANÇA. Por mais que falemos de eternidade, vivemos como se tudo encontrasse o seu fim no túmulo. Somos o fruto perfeito das teorias materialistas dos séculos anteriores. O que era discurso para eles é realidade para nós. O desafio, portanto, é resgatar não só a pregação, mas a crença na vida eterna; pois se a nossa esperança se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Quem acha que tudo se acaba no túmulo ainda não conseguiu passar da existência pura e simples em direção à vida.
AFA Neto
Palavras sábias e bem colocadas e ainda, nos faz rever nosso passado com o objetivo de viver um futuro com vitórias.
Parabéns Reverendo!!!
Evandro... Rev. Sempre admirei o seu respeito pela liderança e principalmente os mais velhos prova de sabedoria.