
O mundo não ficará nem melhor nem pior sem ele, mas, sinceramente, a música se ressentirá. Não que eu seja um admirador do estilo dele ou que fique paralisado pela elasticidade dos seus movimentos. Dentro do estilo musical dançante que consagrou o mais famoso dos irmãos Jacksons, eu era mais chegado ao James Brown. Esse também nos deixou recentemente e era ídolo para o de agora. Mas, definitivamente, não posso dizer que não gostava da sua música. Era dele; não usurpou de ninguém; procurava se reinventar e quando não deu mais, resolveu parar.
Ao ligar o Laptop e falar para minha esposa que escreveria umas linhas sobre o Michael Jackson ela, prontamente, me advertiu: “não vá falar mal dele!”. Combinado. Não pretendo fazê-lo. Apesar de uma lista interminável de motivos para fofocas, não é meu feitio alimentá-las. Sua vida longe dos palcos não era das mais inspiradoras, entretanto não se perdeu em devaneios místicos como o Prince. Aliás, além de “Purple Rain” e uma meia dúzia de outras canções menos conhecidas o garoto andrógino não conseguiu empolgar muito.
Bem, o inusitado foi a precocidade da morte; 50 anos. Cheio de planos. Todos aguardando para serem sepultados com o sonhador. Isso é a vida. Alguém já disse que “morrer é parar de sonhar”; se isso for verdade, ele teve uma morte bem-aventurada. Volta aos palcos, turnê marcada para 2010, ingressos esgotados, projeto de se apresentar para um dos filhos que ainda não tinha visto o pai em sua estupenda performance, enfim, nada disso vai acontecer. Não tínhamos noticias do estado de saúde do cantor nos últimos anos. Como estavam a cabeça, a voz e os movimentos. Queria voltar. Pela vaidade que sempre lhe acompanhou era de esperar que fosse uma volta digna de Michael Jackson. Caso contrário, sua morte foi um livramento. Livrou-o de repetir o ridículo de outros colegas de profissão que não souberam repaginar carreiras. Fico pensando na performance sofrível de Mick Jagger à frente dos shows recentes dos Rolling Stones...
De qualquer forma é melhor ter os sonhos interrompidos pela morte do que deixar de sonhar e aguardar que a morte nos livre do vazio da existência sem sentido.
No caso do Michael Jackson, uma coisa é certa: ele não estará aqui para presenciar o que deve acontecer em sua famigerada família em torno do seu nome e do seu espólio. Quanto ao seu destino eterno; bem, não faço a menor idéia. Espero que seja o melhor possível.
Adeus.
Ao ligar o Laptop e falar para minha esposa que escreveria umas linhas sobre o Michael Jackson ela, prontamente, me advertiu: “não vá falar mal dele!”. Combinado. Não pretendo fazê-lo. Apesar de uma lista interminável de motivos para fofocas, não é meu feitio alimentá-las. Sua vida longe dos palcos não era das mais inspiradoras, entretanto não se perdeu em devaneios místicos como o Prince. Aliás, além de “Purple Rain” e uma meia dúzia de outras canções menos conhecidas o garoto andrógino não conseguiu empolgar muito.
Bem, o inusitado foi a precocidade da morte; 50 anos. Cheio de planos. Todos aguardando para serem sepultados com o sonhador. Isso é a vida. Alguém já disse que “morrer é parar de sonhar”; se isso for verdade, ele teve uma morte bem-aventurada. Volta aos palcos, turnê marcada para 2010, ingressos esgotados, projeto de se apresentar para um dos filhos que ainda não tinha visto o pai em sua estupenda performance, enfim, nada disso vai acontecer. Não tínhamos noticias do estado de saúde do cantor nos últimos anos. Como estavam a cabeça, a voz e os movimentos. Queria voltar. Pela vaidade que sempre lhe acompanhou era de esperar que fosse uma volta digna de Michael Jackson. Caso contrário, sua morte foi um livramento. Livrou-o de repetir o ridículo de outros colegas de profissão que não souberam repaginar carreiras. Fico pensando na performance sofrível de Mick Jagger à frente dos shows recentes dos Rolling Stones...
De qualquer forma é melhor ter os sonhos interrompidos pela morte do que deixar de sonhar e aguardar que a morte nos livre do vazio da existência sem sentido.
No caso do Michael Jackson, uma coisa é certa: ele não estará aqui para presenciar o que deve acontecer em sua famigerada família em torno do seu nome e do seu espólio. Quanto ao seu destino eterno; bem, não faço a menor idéia. Espero que seja o melhor possível.
Adeus.
AFA Neto